
No mês de maio, completam-se dois anos de uma das maiores cheias já registradas no Rio Grande do Sul. Desde então, a Ceran vem atuando de forma preventiva, com revisões periódicas e obras de melhoria. Atualmente, todas as nossas usinas hidrelétricas, UHE Castro Alves, UHE Monte Claro e UHE 14 de Julho, encontram-se em situação de normalidade e operando regularmente.
A UHE 14 de Julho, que sofreu rompimento parcial da barragem em 2 de maio de 2024, teve sua cota operacional (altura da barragem) recuperada em dezembro do mesmo ano, com a conclusão total das obras em março de 2025. A UHE Monte Claro teve a Casa de Força inundada e foi totalmente recuperada, operando normalmente. Já a UHE Castro Alves não sofreu grandes impactos durante a cheia. No entanto, em novembro de 2025, a Ceran iniciou uma obra de adequação da barragem para suportar vazões muito acima dos recordes já registrados.
Há monitoramento prévio do nível dos rios do Complexo Energético Rio das Antas (UHE Castro Alves, UHE Monte Claro, UHE 14 de Julho)?
Todos os empreendimentos hidrelétricos possuem monitoramento contínuo de vazão e precipitação ao longo do trecho de suas usinas. A Ceran possui doze estações telemétricas no Rio das Antas, cujos dados integram um sistema público gerido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), composto por informações de diversas outras estações de terceiros, acessíveis por qualquer interessado no site da Agência. As vazões nas barragens são atualizadas de hora em hora no site da Ceran.
Qual a influência das comportas da Ceran nas cheias na serra e Vale do Taquari?
As barragens “a fio d’água”, como as da Ceran, não tem capacidade de retenção ou armazenamento de água, não reduzem as afluências e tampouco de mitigam os efeitos da vazão natural do rio em regime de altas afluências. As comportas existentes nas barragens de 14 de Julho e Monte Claro complementam a vazão de água por cima da barragem (vertedouro do tipo soleira livre), para manter a estabilidade das estruturas.
Quais as inspeções de segurança são realizadas nas três barragens do Complexo Energético Rio das Antas e quais as suas periodicidades?
As usinas da Ceran são inspecionadas semanalmente pelo corpo técnico alocado nas usinas. Também, são realizadas inspeções semestrais por engenheiros especializados, enquanto a frequência exigida pela Lei de Segurança de Barragens requer inspeções anuais.
Adicionalmente, estas estruturas são constantemente monitoradas por mais de cem instrumentos implantados desde a construção, projetados para identificar qualquer anomalia. A Ceran realiza também Simulados de Emergência periódicos com a população das Zonas de Autossalvamento das três Usinas Hidrelétricas.
Quais mudanças foram realizadas pela Ceran desde as recentes cheias no Rio das Antas?
Além da recuperação da Casa de Força da UHE Monte Claro, obra na barragem 14 de Julho, a Ceran iniciou obras em caráter preventivo na UHE Castro Alves. O Plano de Ação de Emergência (PAE) foi atualizado conforme a nova realidade das mudanças climáticas e recordes de vazão. A Ceran criou ainda mais aproximação com a comunidade, com participação em grupos de debate, prevenção, juntamente a órgãos ambientais, Defesas Civis e prefeituras. Foi criado o Conselho Comunitário Consultivo da Ceran, com participação ativa da comunidade e representantes de entidades que apoiam decisões como o incentivo a projetos sociais, semanas temáticas, programas de educação ambiental, entre outros assuntos.
Qual o objetivo das obras na UHE Castro Alves?
Iniciada em novembro de 2025, a obra na UHE Castro Alves já apresenta um avanço próximo a 50%. O objetivo das mudanças éadequar a barragem para suportar vazões muito acima dos recordes já registrados, para que a sua operação permaneça estável e segura mesmo sob condições climáticas severas. As obras são de caráter preventivo, seguem recomendações de estudos hidrológicos periódicos e atendem às diretrizes da Lei Nacional de Segurança de Barragens.
As três usinas da Ceran estão gerando energia no momento?
Sim. As Usinas Hidrelétricas Castro Alves, 14 de Julho e Monte Claro estão funcionando normalmente e gerando energia.